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Arquivos para a Categoria ‘Mário Quintana’

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei…
Há tanta esquina esquisita
Tanta nuança de paredes;
Há tanta moça bonita
nas ruas que não andei.

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Tuas tristezas… o que é feio delas?
Tombaram, como folhas amarelas
Sobre os tanques azuis…
Que desaponto
E agora, esse cartaz na alma da gente
ADIADOS OS SUICÍDIOS… simplesmente
Porque é abril em Porto Alegre…
E pronto!

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Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
… e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

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A mocidade , dizem, que não cria ferrugem.
Mas as tuas sardas, sereiazinha, as tuas maravilhosas sardas?
Para a gente as beijar uma a uma.

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Não sei
O que querem de mim estas árvores
essas velhas esquinas
para ficarem tão minhas só
de as olhar um momento

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